Publicado por: cafreitas | junho 30, 2008

Almir Sater se apresenta no Festival de Inverno de Bonito 2008

Almir Sater é um dos violeiros mais renomados do Brasil

Desde pequeno, Almir Sater gostava de fazendas, bois e do som da viola. E para juntar as paixões foi preciso sair de Campo Grande-MS, onde nasceu, e parar no Largo do Machado, no Rio de Janeiro, quando topou com dois violeiros mineiros tocando no meio da praça. Tinha vinte e poucos anos e decidiu, nesse momento, largar o curso de Direito e voltar para casa, para tocar viola. Suas composições falando de fronteiras, águas, canoas, boiadas, peões, varandas, galopes e pássaros, assim como suas obras instrumentais, fizeram dele, desde a década de 80, um músico singular.

Apesar de participar de novelas como ator, sua vocação é mesmo a de compor, cantar e tocar viola, e isso começou cedo. Os amigos do pai em Campo Grande, gostavam de bossa nova. O menino estudava violão, mas ouvia viola no rádio, naqueles programas de madrugada, hora de caipira acordar para pegar na enxada.

“Esse som sempre me fascinou. É um sentimento, uma tara e eu nunca soube por que. É a minha sina”, comenta o músico.

A música de Almir Sater sofreu influencias como a de Tião Carreiro e Renato de Andrade.

As primeiras gravações

Foram todas essas informações, gostos e técnicas que levou para o estúdio, para fazer seu primeiro disco. O disco pegou a mídia de surpresa: um músico jovem de Mato Grosso do Sul reinventava a viola, trazendo ingredientes novos ao então desprestigiado som rural. A imprensa o incluiu na safra dos “sertanejos chiques”, saudando o fascínio, a simplicidade e a grande qualidade das melodias e arranjos que misturaram viola com violões de 12 cordas, violinos e harpa paraguaia.

O som da fronteira fundido ao do interior mineiro e paulista, e às pegadas do blues, chegava às platéias dos grandes centros na viola sem preconceito. Ele aliava a tradição à linguagem de sua geração, o arrasta-pé a um som meio roqueiro. E, além de tudo, sabia fazer boa poesia – como Joan Baez e Bob Dylan, Almir também é devoto do folk.

No segundo LP, Doma, em 1982, surgiu a parceria com Renato Teixeira, que daria, ao longo da amizade, excelentes frutos. Nesse disco, “Peão”, da dupla, abriu o lado A e entrou na trilha da novela Fera Radical, da Globo.

Toda essa qualidade musical fará parte do Festival de Inverno de Bonito 2008, um dos eventos culturais mais importantes de Mato Grosso do Sul, que reúne música, dança, gastronomia, arte, ecologia e meio ambiente. Almir Sater se apresenta no dia 30 de julho.

Assessoria de Imprensa

 

 

 

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