Publicado por: Redação | janeiro 26, 2009

Presidente da FFMS já admite ‘dividir’ com Cuiabá a subsede da Copa

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O presidente da FFMS, Francisco Cezário: falta mobilização para atrair confiabilidade da Fifa

Numa escala de zero a dez, o presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Francisco Cezário, 63, acha que Campo Grande tem a nota 7.5 na preferência pela escolha da subsede da Copa do de Mundo de Futebol de 2014.

Ele acha que o índice 2.5 poderia ser conquistado por meio da participação dos torcedores, da população.

A idéia dele é impressionar os dirigentes da Fifa em 3 de março, dia que uma comitiva vem aqui conhecer a cidade e sua estrutura. O resultado será legitimado no fim de março, segundo Cezário.

O representante do futebol em MS elogiou o empenho do governo do Estado e da prefeitura de Campo Grande, embora admita que a campanha pela subsede surgira tarde, ao contrário da concorrente direta Cuiabá, que pôs publicidade na rua há pelo menos um ano.

Na opinião de Cezário, a capital mato-grossense só vence nesse quesito: participação popular. Lá, o governo e a prefeitura de Cuiabá criaram um comitê e hoje carros com adesivos, bandeiras e outras peças foram confeccionadas com citações favoráveis a região.

Francisco Cezário, contudo, admite que a Fifa, a federação internacional de futebol, possa recorrer a uma medida que agrade os dois estados.

Em 2002 a Fifa promoveu a primeira Copa do Mundo realizada em países diferentes devido a força das duas regiões que queriam o evento. Coréia do Sul e Japão acabaram sediando a Copa, vencida pelo Brasil.

Programação da Fifa indica que cada subsede abriga um grupo com quatro países que jogam entre si. Se dividida com Cuiabá, Campo Grande sediaria apenas duas partidas em 2014.

Em entrevista ao Midiamax na sexta-feira à tarde, Francisco Cezário, pernambucano de Ouricuri, disse que veio para Campo Grande em 1965, ano que ingressou na equipe do Operário Futebol Clube, onde atuava na lateral esquerda.

Ele recorda que naquela época, o treinador do time era um sargento e o mesmo era quem selecionava os jogadores e ainda os recrutas que iam para o Exército. Ele jogou até 1973.

Cezário disse que nesse período cursou Educação Física, Direito e pós-graduou em Pedagogia.

A escolha

Mas o professor disse ter escolhido administrar o futebol. Tanto que da década de 80 para cá, ele ficou apenas oito anos fora do comando da entidade, período que fora prefeito de Rio Negro, cidade do Pantanal, a uns 160 quilômetros de Campo Grande.

Cezário disse que comanda a presidência da FFMS “enquanto” seus padrinhos quiserem. Tais patronos seriam o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Ricardo Teixeira e o presidente de honra da entidade sul-mato-grossense Jerson Domingos, deputado peemedebista que chefia hoje a Assembléia Legislativa.

Vida tranqüila

A escolha em conduzir a entidade esportiva pode ter uma razão: conforto financeiro. Por presidir a FFMS, Cezário conheceu dezenas de países e assistiu cinco copas do mundo. De graça.

E a CBF deposita na conta bancária da entidade R$ 30 mil todos os meses. Esse dinheiro banca os custos com os servidores da entidade, e o resto fica com o presidente.

Fonte: Midiamax News
Foto: Alessandra Carvalho


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